sábado, 25 de agosto de 2012

Influência dos meios de comunicação na escola



 
Influência dos meios de comunicação na escola

Introdução
É a partir dos meios de comunicação que nós nos informamos sobre os fatos acontecidos no dia a dia de sua cidade, país ou ate mesmo no mundo todo através das múltiplas representações dos sons e imagens (TV, rádio, cinema, histórias em quadrinhos, imprensa, pôsteres etc.), não modifica o homem apenas enquanto indivíduo, mas sim, todo o seu meio cultural. Somos agora homens-massa, pertencentes a "uma cultura de massa", unidos por uma comunicação visual que rompe barreiras entre o indivíduo culto e o não culto, levando a diferentes povos a conquista do tempo e do espaço, ultrapassando os nossos meios naturais.
São deles que temos a primeira fonte de educação, precisamos entendê-los e interpretá-los bem para entender melhor o mundo em que vivemos. Por perceber que é importante e fundamental a construção do campo comunicação/educação vimos algumas razões, que a mídia não é apenas um vínculo de significado, mas sim uma construtora de significado, ela nos exigi a se alimentar de mudanças que cada sociedade busca e nos faz usar os meios de comunicação na sala de aula, na formação de professores e nos servindo de intercambio permanente.


Desenvolvimento
A imagem é um modo de expressão. Ela pode ser traduzida como uma representação visual dos seres vivos e abstratos; a re-criação da realidade. Através das imagens e dos sons nos comunicamos com os nossos semelhantes desde as mais remotas épocas pré-históricas. Podemos dizer que a linguagem das imagens é hoje uma linguagem universal e eterna. O fascínio da imagem provém exatamente da sua representação imediata da realidade. Uma representação dos seres e do mundo produz um choque direto entre afetividade, sensibilidade e intuição. Por outro lado, esses sentimentos geram uma influência poderosa sobre o consumidor de imagens que escapa ao controle dos métodos tradicionais de aprendizagem, provocando vários tipos de comportamentos. É por essa razão que a comunicação social gera atitudes de participação.
Hoje em dia nos vimos que os meios de comunicação influenciam a escola e a família, mas também ajudando na formação de valores e nos procedimentos individuo/ sujeito. E construindo uma convivência social que se constrói campo o comunicação/educação. A comunicação e a educação são campos que se esbarram muito, uma precisa da outra para ajudar na aprendizagem.
O campo comunicação/ educação atua juntamente com a escola e outras agências de socialização, conseguindo pensar na realidade de relacionar a informação com o inter-relacionar dos conhecimentos e tendo de desafio a interpretação do mundo de hoje sendo que uma vez a mídia cresce cada vez mais.  Por causa do seu crescimento se entra eu discussão para o uso dela no cotidiano escolar, tanto nas escolas de classes sociais mais altas como na de subúrbios, para todos os tipos de alunos, professores e cidadãos possam usar como inclusão da aprendizagem.
Com as novas tecnologias podemos dizer que o mundo esta sendo editado pelos fatos que são relatos nos meios de comunicação ou até mesmo por uma conversa. É a partir desses fatos que nós nos empenhamos a construir a cidadania. Com isso vemos outro ponto importante no campo comunicação/ educação que não se trata mais se devemos ou não a usar os meios no processo educacional ou procurar estratégias de educação para os meios, trata-se apenas de constatar que eles são os educadores primeiros, pelos quais passa a construção da cidadania.
Cada vez mais, os meios de comunicação possibilitam uma maior participação cultural. Até bem pouco tempo, as elites eram círculos impenetráveis; hoje, não existe mais uma civilização de privilegiados e sim lima civilização de massas, que tende a se transformar em uma cultura popular. Essa universalização toma-se possível a partir do momento em que a cultura popular nivela todos os gostos culturais, ou seja, todas as camadas sociais passam a receber os mesmos produtos culturais. Os programas de TV, o cinema e a imprensa chegam até as pessoas sem nenhuma distinção de classe social ou nível cultural. Por outro lado, o fato de ter uma cultura mais acessível provoca nas camadas populares um grande apetite por informações, despertando nelas o desejo de não serem taxadas como uma classe inferior às demais.
Com as novas tecnologias desenvolvidas nos últimos anos (o computador, a TV a cabo e a internet, por exemplo) surgiram novas formas de comunicação fundamentais para a aprendizagem e a inserção do indivíduo na sociedade de maneira mais crítica, participativa e atuante. E a utilização desses meios como uma alternativa educacional torna-se mais viável ao aprendizado das crianças dessa nova era, que já crescem adaptando-se naturalmente a esses novos instrumentos. Os meios de comunicação criaram um mundo que ultrapassa os muros da escola; ou melhor, muitas vezes acabam por deslocar totalmente o estudante do ambiente escolar. Não existem mais limites geográficos. Com o uso do telefone, por exemplo, podemos nos comunicar aonde quisermos, quando quisermos. O estudante de hoje, não é aquela criança ou aquele adolescente tímido cuja visão corresponde aos horizontes do seu bairro, mas ele é sim, um cidadão do mundo com um habitat cultural diferente. Mesmo não podendo escapar de todas essas influências, é preciso gerar novos procedimentos e metodologias para integrar os meios de comunicação à educação atual. Nas proximidades do terceiro milênio os estudantes não poderão chegar a uma mínima culturalização sem terem, pelo menos, um conhecimento básico sobre as linguagens dos meios de comunicação.
Por isso, este é o momento de romper barreiras, confrontar-se com a realidade cultural imposta pela mídia, criar novas necessidades e desmistificar os estereótipos criados pelos meios de comunicação. Conhecendo essa linguagem, o indivíduo estará habilitado a fazer parte de um mundo de relações (aproximando-se do contato entre alunos, pais, professores, comunidade) e possibilitando uma maior compreensão dos saberem populares e científicos. Principalmente na escola, que é o ambiente ao qual a criança estará propensa durante a maior parte de sua vida, solidificando seus valores e adquirindo conhecimentos não se pode utilizar desses instrumentos apenas para ilustrar ou reforçar conceitos e conteúdos e dar às aulas uma nova dinâmica.
Mas a escola ainda não descobriu a melhor maneira de se utilizar dos meios de comunicação para cumprir satisfatoriamente o seu papel e nem os próprios meios de comunicação sabem exatamente qual deveria ser a sua função. Talvez pela falta de incentivo aos professores, pelo despreparo em relação ao manuseio dos equipamentos ou até mesmo pelo desconhecimento de métodos de trabalho.
A programação gerada pelas emissoras de radio e TV, atualmente, estão dispostas a tudo em busca de audiência. Apresentando programas com informações superficiais ou que cultivam o sensacionalismo - enfocando a violência e colocando à mostra as tragédias presentes no dia-a-dia de nossa sociedade; ou ainda, satisfazendo curiosidades sobre a vida de pessoas famosas e tocando músicas da moda -, contribuem para a alienação das pessoas, que estão cada vez mais distantes da realidade. No caso do computador, a Internet faz com que os Jovens saibam mais sobre outras localidades do mundo do que sobre o seu próprio país.
E isso não acontece só em relação à programação diária dos veículos, mas também em mensagens transmitidas durante seus intervalos, com informações superficiais e unicamente voltadas para o consumo. Se não há controle da qualidade das informações transmitidas através dos meios de comunicação, é preciso ter cuidado na hora de definir o melhor método para inserir esses instrumentos na escola. Na verdade, a educação nos próximos anos se apresenta ainda como um beco sem saída, principalmente no que diz respeito aos países de terceiro mundo. Talvez a grande dificuldade em lidar com os meios técnicos de comunicação seja o fato deles serem uma massa unilateral; não existe diálogo entre o emissor e o receptor. Estamos de certa forma, condicionados a "’aceitar" a mensagem sem que tenhamos condições de debater e modificar direta e imediatamente o seu conteúdo.
É necessário utilizar mecanismos para que o indivíduo possa receber a mensagem, refletir sobre o seu conteúdo e usar esses mesmos instrumentos para dizer a sua palavra; levar às massas novos conhecimentos e novas críticas sobre o mundo no qual ele está inserido. Nesse sentido, será muito importante proporcionar aos jovens outros caminhos que possam ser percorridos, expandindo o seu pensamento crítico além da linguagem tradicional (oral e escrita), utilizando-se também de formas plásticas fotografia, pintura etc., sonoras (rádio) e audiovisuais (cinema, televisão, videoteipe etc.).
Para que possamos obter resultados positivos no âmbito escolar, não se trata de desenvolver uma pedagogia sobre os meios de comunicação e sim, de aplicar uma pedagogia que estabeleça comunicação escolar com os conhecimentos, com os sujeitos, considerando os meios de comunicação. Dialoga-se com os meios e suas linguagens, em vez de falar dos meios. Portanto, a comunicação é necessária a todas as pessoas. As formas de expressão desenvolvem-se nos seres humanos de maneira espontânea e natural; sendo assim, a capacidade comunicativa do homem abre diversas oportunidades para que os meios de comunicação sejam incorporados aos métodos educacionais, podendo ser aplicados como novas técnicas de ensino aprendizagem.
A sociedade contemporânea vem sendo marcada por acentuadas e freqüentes mudanças, que se disseminaram no mundo globalizado capitalista. Descobertas no campo científico alteram constantemente o conteúdo das diversas áreas do saber, trazendo novas informações e derrubando muitas certezas construídas. A velocidade dos acontecimentos é evidência de uma era de incertezas e dinamicidade em níveis nunca antes vivenciados. A emergência das tecnologias de informação e de comunicação revolucionou a relação das pessoas com o conhecimento no aspecto espaço-tempo, evidenciando que a escola não detém mais o monopólio da informação. A televisão, o cinema, o rádio, o computador, a internet, o celular, o videocassete, o vídeo game, os jornais, as revistas, as histórias em quadrinhos, etc. são mídias utilizadas para entretenimento e interação, que cada vez mais fazem parte da vida de jovens e adultos. Embora pouco utilizados na maioria das escolas, essas tecnologias estão na cultura dos alunos e professores que a ela acorrem.
A influência das mídias entre os jovens faz com que estes mudem seus padrões de referência, alterem suas relações consigo mesmos e com as circunstâncias sociais em geral, criando outras necessidades, envolvimentos, modelos de conduta. Essa situação impõe um pensar sobre os meios de forma inclusiva, considerando que não se pode continuar ignorando a existência dessas linguagens, assim como sua importância, na vida dos estudantes.
As tecnologias facilitam o acesso à informação. Porém, conhecimento e informação não podem ser confundidos. O primeiro ocorre a partir da ressignificação do segundo e não acontece espontaneamente, necessitando da intervenção docente para se concretizar.
Vivenciar experiências que geram processos de ensino-aprendizagem, buscar sentido nos temas presentes nas mídias e no interesse dos alunos são ações que podem contribuir para trazer sentido às informações e aos conteúdos aprendidos na escola e fora dela, favorecendo a ressignificação deles pelos estudantes.
Nessa perspectiva, educar para o uso das mídias é mais do que ensinar a mexer no computador, a navegar e pesquisar informações na internet, a gravar e/ou reproduzir filmes em vídeo cassete, a usar recursos e metodologias. É dar condições para que os estudantes saibam, por exemplo: selecionar e decidir o que fazer com as informações, estabelecendo pontes e/ou conexões com outros assuntos; administrar o tempo de uso das mídias (televisão, computador, celular, vídeo-game, internet, entre outras), interpretar as mensagens veiculadas por elas e comunicar-se e relacionar-se com e através desses meios, sem deixar de lado atividades importantes para os indivíduos de qualquer idade, tais como: ler, movimentar-se (atividade física), estar com os amigos, conviver com a família, passear, entre outras.
Assim, atender as necessidades da educação contemporânea aponta para a interação da escola com a vida cotidiana, tanto acolhendo e trabalhando com símbolos, linguagens, culturas e interesses dos alunos, como se abrindo ao encontro do mundo que existe para além dos muros escolares. Aprender/ensinar a navegar no mar da realidade comunicacional em que os indivíduos contemporâneos estão imersos, estabelecendo uma “via de mão dupla” com os meios de comunicação, pode contribuir para aprender/ensinar a filtrar, decodificar e quem sabe, recodificar suas mensagens.
Os alunos precisam expressar-se através de diferentes linguagens, não como profissionais, mas como sujeitos que utilizam recursos para desenvolvimento pessoal. Para tal, torna-se importante a introdução no uso das linguagens que permeiam o cotidiano das pessoas na contemporaneidade, tais como: livros, jornais, charges, revistas em quadrinhos, teatro, computadores, cartazes, entrevistas, exposições, filmes, diálogos, painéis imagéticos, programação televisiva, jogos de vídeo-game, etc., possibilitando aos educando aprenderem a ler, interpretar e a comunicar-se através dessas múltiplas linguagens referidas. Quando falamos em educando não estamos nos referindo somente aos alunos da escola infantil, básica ou do ensino superior. No presente estudo a Pedagogia da Comunicação emprestou seus princípios para a continuidade da formação docente em serviço.
A formação continuada de professores em serviço tem sido citada por crescente número de pesquisadores da área da educação como um possível suporte para auxiliar os educadores a superar as dificuldades que vêm enfrentando no exercício da docência, ao mesmo tempo em que pode se tornar um espaço articulador entre as ações docentes e as dos demais integrantes da comunidade escolar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A influência dos meios de comunicação na educação ajudou na construção dos docentes da escola evidenciou-se pela demonstração de algumas atitudes/posturas/ações que buscaram romper com o ensino reprodutivo. A mudança para o novo paradigma pressupõe o abandono de práticas fundamentadas e a construção de alternativas. A adoção de estratégias utilizadas por outros colegas ou citadas na literatura implica em uma releitura pessoal. A percepção e o estabelecimento de relação entre as práticas propostas e o cotidiano da sala de aula não acontece de forma linear. O projeto de formação continuada dos professores da escola é um instrumento de provocação de mudanças pedagógicas. Mudanças essas que no decorrer do processo se entrelaçaram com os conhecimentos trazidos pelo grupo. A alteração das concepções docentes reflete-se no fazer pedagógico.

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